domingo, 14 de maio de 2017

A contradição nas pequenas coisas


Até nos dias de glória
Até nos dias de vitória
Até os deslumbrantes dias sem fim
São dias que o fim passa por perto e a sensação em todo tempo parece mais agradável

A dicotomia das luzes
A esquizofrenia dos paladares
Ninguém se importa com os peixes
Ninguém se importa com os corações partidos

Os dias de terror
Os dias de combate
Os dias de glamour
O dia que me entrego, me abstenho, me rendo e me destruo um pouco mais











domingo, 19 de março de 2017

Réquiem de Outono

Um dia antes do outono começar e o clima já está tão outono.
Acordei cedo, olhei pela janela e percebi o tempo pálido, com gotas de chuva pra todo lado. Virei de lado e acendi um cigarro.

Estou doente. Os médicos recomendam que eu pare de fumar, pois, já é evidente minha saúde frágil {...} na verdade eu já me sinto condenado há tempos {...}

Isso me aterroriza, mas sabe o que mais, o que não me aterroriza?

A constante sensação de vazio já é o bastante e, nunca encontrei algo melhor para preencher essa coisa que grita aqui dentro do que experimentar e me regozijar e me deliciar em silêncio com tudo que me leve para longe de tudo.
A vida passou a ter um gosto diferente. Um gosto que não faço questão de experimentar, um sabor enjoado, com um cheiro terrivelmente cruel.

E é tudo tão paradoxal.
Tão entediante.
Tão banal.

Não conseguir decidir entre a vida e a morte é algo digno de Shakespeare{...}
O Réquiem de um morto-vivo.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Qualquer hora minha cabeça explode.

Hoje eu só sinto vontade de profanar sua vida
E deitar no vazio
Sem remorso
No vazio
Sem compaixão

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O táxi não espera.

Vivendo no limite entre a desgraça e a vida.
Vivendo e dizendo adeus
Vivendo dizendo adeus
E vivendo
E dizendo
E morrendo.
E as crianças
E os anciões
E as flores
E os oceanos
Vivem sorrindo como se a escuridão não existisse.
Sempre seremos homens guiados pelo desejo de algum...
Conforto
Sendo escravos de nós mesmos.
Vivendo no limite entre a desgraça e a vida.





domingo, 14 de abril de 2013

O mundo me cospe novamente.

Aquele velho domingo gelado de abril.
Como todos os outros domingos.
Como todos os outros dias.
Como um dia qualquer, desses que você enlouquece.
O dia da paródia.
Como um dia qualquer, desses que você não dorme, não come, não pensa, não vive.
O dia do deboche.
Como um dia casual de outono.
O dia do escárnio.
Continuo caminhando...
Nada mais me satisfaz.
As plantas estão mortas.
Mas isso não é pra ser uma carta,
é só minha caneta criando vida e
caminhando.
Caminhando sob a folha branquinha,
enquanto eu aqui da varanda observo pessoas desconhecidas se atropelarem para não perderem o trem das seis.



sexta-feira, 5 de abril de 2013



 e em um piscar de olhos o lugar se encheu de escuridão.
 e a terra murmurava angustiada. 
e as flores  exaustas, se abdicaram da sua beleza. 
 murcharam.
 e os pássaros cansaram-se de cantar.
 calaram-se.
 e só sobrou o barulho do medo, o desespero, as lagrimas, as trevas.
isso foi o que meus olhos viram, meus ouvidos ouviram, e meu coração sentiu no gelado dia que você se foi.




domingo, 31 de março de 2013

A vida não é festim, a vida mata!


A solidão é muito mais vazia do que eu imaginava 
muito mais fechada, muito mais amarga, mais escura, confusa, mais... mais gelada, mais triste, muito mais triste do que eu imaginava.
A solidão é um soldado que aprisiona,
é o guardião do medo
é o dono da angústia.
A solidão machuca
a solidão traz cicatrizes
a solidão traz escaras.
Refúgio dos sábios
descanso dos gênios
um abismo aos tolos
o destino de todos.